Quero ver-te chegar...
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sábado, 21 de outubro de 2006
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Sofia Cunha
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sábado, outubro 21, 2006
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terça-feira, 17 de outubro de 2006
"Eu não sei quem te perdeu..." Quando veio, Mostrou-me as mãos vazias, As mãos como os meus dias, Tão leves e banais. E pediu-me Que lhe levasse o medo, Eu disse-lhe um segredo: "Não partas nunca mais". E dançou, Rodou no chão molhado, Num beijo apertado De barco contra o cais. E uma asa voa A cada beijo teu, Esta noite Sou dono do céu, E eu não sei quem te perdeu. Abraçou-me Como se abraça o tempo, A vida num momento Em gestos nunca iguais. E parou, Cantou contra o meu peito, Num beijo imperfeito Roubado nos umbrais. E partiu, Sem me dizer o nome, Levando-me o perfume De tantas noites mais. E uma asa voa A cada beijo teu, Esta noite Sou dono do céu, E eu não sei quem te perdeu… Pedro Abrunhosa A música é para mim algo que me acompanha dia a dia, hora a hora, instante a instante, em momentos de alegria, em momentos de tristeza, uma espécie de confidente quando para isto não tenho por perto alguém que me possa escutar… Esta é, sem dúvida, uma das letras que mais me marca muito pela mensagem que intensamente me transmite. Associo-a a palavras como “perda” ou “partida” de alguém. Alguém que fisicamente se vai da minha vida. E eu que ultimamente escrevo bastante sobre a ausência das pessoas que me são especiais, sinto cada vez mais que a distância dessas mesmas pessoas se torna também ela cada vez mais forte e forçosamente intensa ao ponto de me fazer realçar mais ainda a importância e o assumido valor que elas têm para mim, em cada momento da minha vida. Por isto, o meu verdadeiro amigo sabe que em qualquer instante, em cada momento, em cada circunstância, o mais pequeno que seja o espaço de tempo, eu estarei com ele, porque um dia ele pode partir e posteriormente voltar… Nessa altura eu estarei aqui para o receber de braços abertos, para o abraçar… porque para o verdadeiro amigo não preciso de marcar hora, nem momento… ele vem e eu receberei a sua amizade como recebo todos os dias os carinhos das pessoas que me são muito, muito especiais. Ele sabe isso e sabe também que sou talvez um Ser capaz de o surpreender em momentos que ele menos espera, em momentos que posso sentir que devo estar mais perto fisicamente dele, porque um amigo na verdade nunca está longe de mim. A sua essência acompanha-me sempre. Por vezes, quando o meu amigo não se encontra fisicamente presente a meu lado sinto a necessidade de me deslocar até ele. Preciso de estar com ele. Até hoje já várias vezes acordei durante a noite e fui até junto de pessoas que me são deveras muito especiais, algumas das quais hoje já não tenho nem poderei mais ter fisicamente presentes na minha vida. Mas sei que estas pessoas ficaram felizes pelo meu gesto, gesto que considero ser capaz de ter com qualquer amigo especial que surja na minha vida. Tudo porque para mim, a amizade é uma das maravilhas mais maravilhosas que maravilhosamente tenho na minha vida, a par de várias outras maravilhas que também vão surgindo para mim, como o verdadeiro Amor que talvez já tenha tido, mas que não nego poder voltar a ter. O amigo é para mim muito, muito, mesmo muito… e como sempre digo: ele é parte da minha Felicidade… Parece-me deveras importante reflectir sobre este belo conceito de amizade… sobre esta, para mim, sempre eterna maravilha… |
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terça-feira, outubro 17, 2006
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domingo, 15 de outubro de 2006
Nada depressa, pedala depressa e corre também da mesma forma. É a nossa menina Vanessa Fernandes, filha do ciclista Venceslau Fernandes. Atlata do Sport Lisboa e Benfica, Vanessa á uma triatleta cheia de garra e força.
Se um dia fomos Portugueses capazes de colocar a Bandeira Nacional nas nossas janelas porque não podemos agora voltar a fazê-lo durante as manifestações de alegria que esta ainda jovem atleta nos dá? ... Afinal ela é também nossa Campeã...
Bem palavras para quê?... As imagens valem sempre muito mais, se não vejamos...;)
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domingo, outubro 15, 2006
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quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Aprender a Amar... ![]() “Os ventos que por vezes nos tiram algo que amamos são os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar. Por isso, não devemos chorar pelo que nos foi tirado mas sim, aprender a amar o que nos foi dado, pois aquilo que é verdadeiramente nosso, nunca se vai para sempre… “ Até hoje, já várias vezes senti a necessidade de fazer passar esta mensagem a um amigo, a um colega, a um familiar… e na verdade, também já várias vezes, em momentos menos fáceis da minha vida, também a fiz passar a mim mesma. Aliás, penso que para sermos Seres capazes de passar este tipo de pensamentos, a qualquer pessoa que seja, temos de antes compreender aquilo que por de traz do mesmo está. E quando se trata de questões de carácter mais sensível, devemos saber escolher o momento correcto ou mais propício e a forma mais decente para pronunciar ou manifestar tais mensagens. Já tive alguns momentos de perda na minha vida… momentos em que sofri muito, momentos em que pensei o porquê de tudo aquilo, momentos em que me tentei apoiar e apoiar as pessoas que nas mesmas circunstâncias também sofreram. Hoje penso nestas coisas e apenas quero ter a certeza de que tudo o que fiz em tais momentos me ajudou a superar a fase menos boa por que passava, e que também ajudei os outros. Quem me conhece sabe que à coisa de ano e meio “perdi” alguém que na verdade muito amei, alguém que muito fez para conquistar o meu amor, alguém que aprendi a amar, alguém sempre muito especial para mim. Inocentemente perdi essa pessoa, mas hoje sei que apenas a não tenho comigo fisicamente, porque na verdade penso nela todos os dias, varias vezes e trago-a no coração, porque “aquilo que é verdadeiramente nosso, nunca se vai para sempre… “, nunca se vai de nós, nunca se vai da nossa vida. Na altura sofri, sofri muito, chorei, chorei muito… mas sei que não fui a única pessoa… outras também sofreram e naquele momento, e para me ajudar a mim, preferi apoiar essas pessoas, preferi estar com elas em cada momento, preferi escutar a dor delas, porque isto fazia aliviar a minha. Naquele momento apenas quis pensar que era uma fase superável, uma fase que abriria outras portas, uma fase que me colocava à prova e testava a minha dor e sofrimento. E na verdade, a forte e intensa vontade que na altura tive para ajudar as pessoas a superar tal fase foi também a mesma que me ensinou a ser mais forte, a ser mais autónoma, a crescer enquanto pessoa… e como me dizem algumas pessoas com quem hoje falo e que na altura também sofreram bastante, pessoas minhas amigas, aquela foi também a fase em que eles compreenderam e notaram a enorme força que tenho e principalmente o espírito de apoio e atenção que sei dar. Hoje estou perfeitamente consciente das alterações que aquele acontecimento teve na minha vida. Falo com pessoas amigas sobre o acontecido e sinto que tudo aquilo me ajuda ainda mais. Alguns amigos que me consideram fisicamente bastante sensível não compreendem como consigo ser tão forte e vencer estes momentos de forma natural. Mas sobre isto apenas sei dizer que não ultrapasso estes momentos completamente sozinha, as pessoas estão comigo e de uma forma ou de outra conseguem aliviar a minha dor e o facto de nesses momentos eu as tentar também ajudar é como que de uma forma ou de outra consigamos recuperar aquilo ou quem “perdemos” (fisicamente). Por isto, penso que se torna cada vez mais importante colocar esta mensagem na boca, transmiti-la aos outros e a nós mesmos. Eu já fiz isto e hoje sinto que muito me ajudei e auxiliei os outros. Eu acredito que os ventos, os momentos, os acontecimentos e as circunstâncias que por vezes nos “tiram” algo ou alguém que amamos são os mesmos ou mesmas que nos trazem algo ou alguém que aprendemos a amar. “Por isso, não devemos chorar pelo que nos foi “tirado” mas sim, aprender a amar o que nos foi dado, pois aquilo que é verdadeiramente nosso, nunca se vai para sempre… “. Penso importante reflectir sobre esta mensagem e sempre que possível, fazer dela, uma mensagem nossa e utiliza-la enquanto auxilio e apoio para alguém em momentos de necessidade, em momentos como os que eu tive, porque isto nos fará sentirmo-nos pessoas capazes de ajudar… pessoas úteis… porque isto também nos ajuda a nós mesmos… |
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quarta-feira, outubro 11, 2006
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segunda-feira, 9 de outubro de 2006
O Rio Minho cria sentimentos únicos…
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segunda-feira, outubro 09, 2006
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sexta-feira, 6 de outubro de 2006
Simplesmente Sonhei...

| Sonhei… Esta noite sonhei… Sonhei… Que o mundo é perfeito, Que o sol brilha todos os dias, Que as crianças brincam num jardim de praça. Esta noite sonhei… Sonhei… Que não existe sofrimento, nem dor, Que o ódio se foi, sem marcas deixar, Que, a desilusão, de uma palavra não passa. Esta noite sonhei… Sonhei… Que o amor voava nas asas de uma andorinha, Entre nuvens dispersas, por cima do mar. Esta noite sonhei… Sonhei… E vi o que não vejo, Pois um sonho é mesmo assim: Somos transportados para um outro mundo E nele divagamos até nos perdermos. Depois acordamos e ao nosso voltamos. Esta noite sonhei… Sonhei… Simplesmente sonhei… |
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sexta-feira, outubro 06, 2006
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terça-feira, 3 de outubro de 2006
O Amor surge de momentos assim… É já de manhã e eu estou acordada. Olho para a janela e dela me aproximo. Por entre os vidros transparentes, Vislumbro as gotas que caiem do Céu. Lentamente, elas acariciam o chão, Como se um beijo lhe dessem. Denoto a relação do Céu e da Terra, Aquela que o Amor já mais quererá que cesse. O Amor presente, mas sempre distante. O Amor do sempre e eterno instante… E no além, por entre as manchas cinzentas, Um aproximar apaixonante se faz notar: O de dois Seres que em tenras areias, A noite, decidiram passar. Agora mais perto, e ainda mais de mim, Seus olhos brilham radiantemente, Transmitindo a ternura de um amor ardente Que na noite surgiu e não mais terá fim. O Amor surge de momentos assim… |
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terça-feira, outubro 03, 2006
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segunda-feira, 2 de outubro de 2006

“Cada um que passa em nossa vida,
Passa sozinho...
Porque cada pessoa é única para nós,
E nenhuma substitui a outra...
Cada um que passa em nossa vida,
Passa sozinho,
Mas não vai só...
Cada um que passa em nossa vida,
Leva um pouco de nós mesmos,
E deixa-nos um pouco de si mesmo...
Há os que levam muito,
Mas não há os que não levam nada...
Há os que deixam muito,
Mas não há os que não deixam nada...
Esta é a mais bela realidade da vida.
A prova tremenda da importância de cada um,
Antoine de Saint-Exupéry
Tenho intensamente presente no meu pensamento esta bela mensagem de Antoine de Saint-Exupéry. Até hoje, várias vezes a escutei e também pronunciei, porque me identifico com a mesma e porque também ela faz parte de mim, e da minha vida.
Enquanto Seres singulares e particulares que somos sabemos que não existem pessoas iguais, com características pessoais totalmente semelhantes. Somos pessoas diferentes, quanto mais não seja, num único aspecto.
Ás vezes deparo-me ou sou questionada acerca da pessoa que considero mais importante para mim… eu não iria por aqui… para mim, cada pessoa tem a sua importância, independentemente daquilo que nos é. Hoje sei que sou capaz de fazer muito e muito mesmo por um familiar, por um amigo ou mesmo por alguém que ame no verdadeiro sentido da palavra… não optaria por dizer que este é mais importante do que aquele, mas sim que este me marca desta forma e aquele me marca de uma outra forma, mas que ambos são importantes independentemente da forma que o sejam.
Enquanto Seres sociais e conviventes que somos sabemos que de dia para dia podemos “sofrer abandonos” da parte de alguém que por momentos esteve na nossa vida. Vejamos o exemplo de colegas de turma: são pessoas que estão connosco e que nos acompanham no nosso percurso escolar. Um dia sabemos que o deixaram de ser, e vão-se do nosso mundo social, por razões adversas, mas na verdade, nunca se vão da nossa vida, porque de uma forma ou outra, elas marcam-nos e deixam em nós parte deles mesmos. Momentos bons, outros menos agradáveis, partilhas de instantes e muitas mais coisas, são aspectos que nunca deixaram que qualquer pessoa passe na nossa vida e nela não deixe nada. Fica sempre algo… um gesto, um sorriso, um simples olhar, uma mensagem… ficamos sempre com algo dessa pessoa, mesmo que seja algo menos positivo, algo que nos cabe tentar superar.
Todas as pessoas são única e exclusivamente elas mesmas e não existe sequer a possibilidade de serem substituíveis. Na nossa vida, “cada um que passa… passa sozinho”, porque para nós mesmos essa pessoa é única e não existe um Ser que lhe é igual, um Ser capaz de a substituir. Esse mesmo Ser que nos marca, quando parte, fisicamente, da nossa vida, nunca vai só e não deixa apenas marcas, pois também as leva. Ele leva parte de nós e deixa, em nós, parte de si mesmo. Uns levam mais e deixam também muito, mas existem também aqueles que levam pouco e os que não deixam quase nada, mas não existe aquele Ser que não leve e não deixe nada. Fica e vai sempre alguma coisa….
Penso importante reflectir sobre esta mensagem. Mostrem o que pensam em relação à mesma….
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segunda-feira, outubro 02, 2006
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sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Por entre as ondas do mar,
Uma forte luz se aproxima.
São sinais de um longe,
Quem em lentos movimentos,
Das areias, eu vislumbro…
Sozinha e sem medos,
Nesta noite em que tudo é claro…
Noite em que tudo olha para mim:
As estrelas, talvez uma em particular,
A lua, com tudo para me dar,
O lindo céu, esperando clarear,
As águas que a luz vão trazendo,
E as areias, companheiras do ontem
Do hoje e do sempre e eterno amanha.
E porque não quero partir,
Aqui permaneço,
Até não mais querer aqui estar.
A luz agora mais perto,
Parece multiplicar-se e não vir só.
Os movimentos que se vislumbram
Fazem adivinhar dois vultos,
Que a mesma luz acompanham…
Bem perto, agora, das areias
Confirmo a multiplicação da luz,
Que em torno de um navio
Iluminava o seu mesmo conteúdo:
Dois amantes sem fim,
Que saindo do navio,
Se aproximam de mim…
E eu sem nada,
Nem mesmo temendo,
Olho recatadamente e sem loucuras,
Escrevo, escrevo o que sinto…
Eles amam-se e não o perguntei.
Eu mesma, assim o vi…
Porque o amor deles é transparente,
E deles passava para mim.
Nesta noite iluminada duplamente,
O Amor foi, é e será sempre assim…
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sexta-feira, setembro 29, 2006
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Voltei…
Depois de mais ou menos dois meses de ausência e de participação não activa nesta minha página, voltei ainda com mais vontade de a enriquecer…
Desde já, deixo aqui os meus pedidos de desculpas para todas aquelas pessoas que frequentemente eram e são leitoras atentas dos meus textos.
As férias, obrigaram-me, por assim dizer, à tal participação não activa que anteriormente referi, mas não deixei de escrever durante esse período. Bem pelo contrario: escrevi bastante. Agora, e com o tempo, terei certamente oportunidade para aqui publicar o meu trabalho de Férias…
Mais uma vez, deixo aqui o meu Muito Obrigado ás pessoas que durante esta minha ausência não deixaram de visitar parte de mim, o mesmo é dizer, o meu Blog…
Obrigado Amigos…;)
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sexta-feira, setembro 29, 2006
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quarta-feira, 26 de julho de 2006
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quarta-feira, julho 26, 2006
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terça-feira, 25 de julho de 2006
Vivamos e “sejamos" o presente…. “Existe sempre no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio de um deserto ou no meio das grandes cidades. E quando essas pessoas se cruzam e os seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância., e só existe aquele momento e aquela certeza incrível de que todas as coisas debaixo do Sol foram escritas pela mesma Mão. A Mão que desperta o Amor, e que fez uma alma gémea para cada pessoa que trabalha, descansa e busca tesouros debaixo do Sol. Porque sem isto não haveria qualquer sentido para os sonhos da raça humana.” in "O Alquimista" Que poderei eu mais dizer ou acrescentar?... Este excerto retirado da obra “O Alquimista” da autoria de Paulo Coelho mostra, sem dúvida, o verdadeiro sentido ou valor que deveras devemos sempre dar ao momento presente, ao momento que hoje vivemos… Já demonstrei em vários textos ou mesmos poemas deste meu “cantinho da escrita”, a minha forte e intensa devoção pela vida, pelo momento presente e falando heteronimamente pelo Carpe Diem que tanto valorizo e que li, proveniente de uma das “almas” de Fernando Pessoa. Refiro-me, claro está, a Ricardo Reis, seu heterónimo. Todo o Ser Humano espera um outro que o faça feliz e isto acontece em qualquer parte. Por vezes entre becos, outras, por entre multidões ou desertos inerentes, ou multidões, mas que existe esse alguém, ele existe e mais tarde ou mais cedo acaba por se deparar ou nos presentear, entrando nas nossas vidas. Quando isto acontece, e a partir deste momento importa única e exclusivamente o que anteriormente referi; viver o presente. Não nos deixemos lamentar pelo passado nem ansiar pelo futuro desejado. Vivamos o presente!... E este momento presente deve ser marcado apenas pela única certeza de que o ser pode Ser portador: tudo o que se encontra debaixo da luz luminosa foi escrito e plantado pela mesma mão, aquela capaz de despertar sentimentos de ordem elevada, sentimentos indescritíveis, sentimentos de amor e impulsionadora da “criação” de uma alma gémea para todo o Ser que procura sem cessar, tesouros debaixo do sol. Se assim não fosse, e como nos refere Paulo Coelho, os sonhos que hoje temos não teriam qualquer sentido, não seriam justificáveis, pois para eles não existiriam teses que os reforçassem e tornassem imutáveis … e impróprios de uma vida … |
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terça-feira, julho 25, 2006
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domingo, 23 de julho de 2006
Perdida na noite … ou talvez não … ![]() Saio porta fora, E não penso em nada. Vou eu e o silencio, Pela mesma estrada… Vagueando na noite, Me sinto sem medo. Olhando o luar, Vejo que ainda é cedo… Não sei onde vou, Nem ao que quero ir. Agora sozinha, Eu quero seguir… Deixando o silencio, Sigo pela estrada. Quero ir, Sem pensar, Sem pensar em nada… A noite está calma, O luar é lindo… Olhando as estrelas Eu vou… E vou sorrindo… Sumindo na estrada, Não sei onde vou… Olho de lado a lado, Não conheço nada. Sinto-me perdida, Mas não desesperada… Oiço murmúrios De algo suave… Não sei de onde vem, Nem para onde vão… Mas com eles vou, Na mesma direcção… Serão coisas do além Que a mim me seguem? Não, não tenho medo… Ando agora mais calmamente Em terreno mais ameno. Sinto as areias Tocarem nos meus dedos Sim, estou na praia, Sem ninguém e sem medos… Cansada de andar, Na areia me sento… Vejo a agua, Vejo o luar, As estrelas, O que a noite tem para me dar… Sei agora onde estou, Onde sempre quis estar, Encontrada na noite, Eu estou a pensar… Penso em mim, Penso em ti, Penso em nós, Na praia, ao luar… Sei onde estou, Estou onde sempre quis estar…! |
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domingo, julho 23, 2006
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sábado, 22 de julho de 2006
![]() Bela palavra esta … também eu a sinto … reflexo disso é o meu próprio blog. Afinal penso que os textos, reflexões ou poemas aqui presentes são precisamente uma espécie de recordação, saudade de algo que já vivi ou mesmo imaginei viver. Um livro que já li, uma momento que já partilhei, um debate que vi e lembrei, etc. … enfim … eu sou saudade. Nos meus momentos de reflexão sinto cada ocasião, cada situação de saudade como se ainda hoje a estivesse a viver e sei que isto acontece porque os momentos verdadeiramente especiais não se esquecem, mas vivemo-los de forma intensa sempre que os lembramos. Eu não sou excepção … vivo-os também e partilho-os porque vejo na partilha precisamente isso – uma forma de os viver intensamente … Saudade ... Sim, sintu-a. Mais no presente Do que no passado, Mas sempre Saudade Desse momento que já não vivo … Interessa o presente E dele me construo, Mas recordo o passado Que, para mim, não foi perdido … Muito menos … esquecido! Vivamos cada momento do presente, mas não pensemos nunca que o passado não mais em nós se reflectirá. Esses serão os momentos de saudade que teremos e sem eles … a credito que parte desse intenso presente não será aproveitado … sejamos fieis e seguidores da palavra … é bom ter saudades … de algo muito bom que já vivemos … tenha sido amor … amizade ... partilha … ou simplesmente um momento muito especial … saudade é algo abstracto que não temos concretamente mas, que de uma forma ou outra acabamos por possuir sempre muito intensamente ou se preferirem profundamente … claro, sempre que recordamos … podem-nos tirar ou levar algo que no contacto directo e concreto nos pode ser necessário mas, de certo, não nos tirarão a saudade, a possibilidade de a poder sentir … |
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sábado, julho 22, 2006
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![]() “As palavras que nunca te direi”… sem dúvida, uma das mais apaixonantes obras que já li até hoje…. Um livro tocante e comovente. Aliás, Sparks consegue alcançar, de maneira singular, a sensibilidade que o leva a escrever o que sente e a sentir o que escreve, (tal como eu), de modo que a narrativa seja uma espécie de flecha certeira que atinge os nossos sentimentos mais profundos. Sparks consegue fazer emergir em nós mesmos o amor, o nosso principal sentimento, com uma simplicidade cativante. “As palavras que nunca te direi” é, sem dúvida, uma das maiores e máximas reflexões de amor já existentes em todo o mundo. Resumidamente, esta obra conta a história de um viúvo – Garret e a de uma mulher recém divorciada – Theresa. Certo dia, enquanto corria pela praia, Theresa encontra uma garrafa fechada. No seu interior estava uma mensagem de sonho que a emocionou profundamente como nunca o tinha sido até então. Era uma espécie de carta que Garret escrevera para a sua amada já falecida – Catherine. Garret nunca a esquecera e não se conformara com a sua morte. Depois de ler a mensagem, Theresa decide procurar Garret. Ambos acabam por viver uma bela história de amor que poderia ter sido ainda mais bela caso Garret não continuasse preso aos sentimentos nutridos por Catherine … uma obra marcada pelos encontros e desencontros constantes da vida e pela tristeza e dor marcadamente presentes em Garret após a separação da sua alma gémea. Pensei muito nesta linda lição de amor e recordo constantemente as questões que a mim mesma coloquei quando li a obra. Será que só amamos uma vez na vida? Será que temos uma nova oportunidade para amar? Quem já viveu um amor muito intenso é capaz de amar novamente, da mesma maneira, uma outra pessoa? Um amor anula o outro? … No mesmo sentido, reflecti também sobre pensamentos como o que de seguida apresento: não sei o que é pior … passar a vida à “procura” de alguém e jamais o encontrar, ou encontrar esse alguém e depois “perdê-lo”. Hoje aprendi que a vida não pára. Como diz um ditado que uma vez escutei alguém dizer: " Não é por morrer uma andorinha que acaba a Primavera!". Em vez de baixarmos os braços face aos momentos menos bons da vida, devemos aprender com eles tornando-nos mais fortes, sem medo do desconhecido!... "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...". Isto surge-me quase como hino. … com isto, cabe-me concluir esta reflexão apelando ao amor presente…Amem Hoje… |
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sexta-feira, 21 de julho de 2006
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sexta-feira, julho 21, 2006
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quinta-feira, 20 de julho de 2006
Sempre que escuto esta canção, debruço-me sobre o sentido da vida. Talvez seja a acção recíproca que se estende no verso principal da canção: “Tudo o que eu te dou, tu me dás a mim...”. É assim que funciona, ou pelo menos, devia funcionar. Não pode ser de um outro modo. Se não for desta forma, o amor será sempre dor e a amizade inexistente. Tudo se gera num constante dar e receber. Mas esta troca não tem de ser equitativa: podemos dar uma prenda cara e receber em troca um sorriso que, para quem ama, pode valer mais que mil tesouros. Às vezes basta apenas darmos um pouco do nosso tempo e em troca recebermos atenção. Não interessa o que se dá e o que se recebe o que importante é que o gesto seja feito com o coração. |
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quinta-feira, julho 20, 2006
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quarta-feira, 19 de julho de 2006
É noite e eu sem ti...
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Estou aqui
Sozinha no meu quarto,
Dou voltas e mais voltas
Não sei o que mais fazer.
Parece que vou ficar louca...
Estas noites sem ti,
Deixam-me completamente assim,
Já não sei mais que fazer
Quero ter-te aqui...
Mas tal momento não acontece…
Imagino
Isso posso fazê-lo…
Nossos corpos colados,
E nós amando-nos…
Na calada da noite…
Espero por ti,
Dia-após-dia,
No sofrimento, na angústia
Deste nosso amor,
E ansiando
O acontecer deste momento…
Abro a janela do meu quarto,
Iluminada pelo Luar,
Olho lá para o alto…
Vejo a lua,
Sinto um vento quente
A bater no meu rosto…
Vento que me invade o corpo…
Sinto-me beijada por ti,
Abraço-o como te abraçaria a ti…
Suspiro!
Fecho a Janela do meu quarto…
Vou para a cama,
Por entre voltas e mais voltas,
Acabo por adormecer…
Sempre a lutar por um sonho…
- O de ter-te aqui a meu lado…
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terça-feira, 18 de julho de 2006
Noite de luar… ![]() Momentos de silêncio, Que em luar se preservam, Apreciados no longe e no perto, Serão dignos da pureza que os cercam… Encontro-me aqui, Talvez longe de tal pureza, Mas não o suficiente, E, exigindo destreza, Procuro, sem cessar, Os encantos Que esta noite me pode dar… Imagino-te a aqui, Pousado a meu lado, E olhando as estrelas Vagueiam dois olhares selados… As estrelas brilham, Na agitação das águas do mar, E encostada a ti Encontro-me a pensar… Penso, penso e penso E de pensar, não estou cansada, O tempo parece não passar, E é já madrugada… Bem perto de mim, Para sempre te quero ter, E no ontem, hoje e amanhã, Já mais te irei esquecer! |
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terça-feira, julho 18, 2006
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segunda-feira, 17 de julho de 2006
Mais do que uma simples palavra…
Aqui estou eu, mais uma vez,… desta, para “divagar” sobre a palavra mais bela do “nosso” Mundo, (pelo menos do meu) … não, não me refiro ao Amor. Para mim, a mais bela e que consta do dicionário é aquela que se refere à base de todos os Sentimentos que todo o Ser Humano pode ter. Sim, claro que é a Amizade, pelo menos para mim é-o.
Sei que muitas pessoas preferem valorizar a palavra Amor e até a consideram a mais bela, mas para mim não, para mim, de nada me vale ter o Amor se antes não tenho a Amizade do mesmo. Aliás, grande parte das pessoas que conheço preferem valorizar o Amor. Ainda bem que não todas.
Eu já tive algumas lições de vida e se há algo que delas retirei foi precisamente o facto de precisar de ter a Amizade antes de ter o Amor vindos da mesma pessoa. Sei que são sentimentos diferentes e saber separá-los em momentos distintos é também importante. Não sou pessoa de Amar quem não é meu Amigo.
Amigo… bela palavra esta, não é? Pois, mas sei que é difícil defini-la. Aliás, não considero sequer a existência de uma definição universal e se a há, essa não deve ser assim tão valorizada, pois o subjectivo e a opinião são mais fortes, pelo menos neste caso, do que qualquer lei universal… e realço, pelo menos neste caso, o que não quer dizer que seja assim em tudo.
Cada caso é um caso específico e a generalização destes não se aplica, ou pelo menos, não se deveria fazê-lo. E porque, para mim, Amigo é muito e muito mais do que uma simples palavra, não o desprezo, mas sim valorizo… e muito. Ele é Tudo… é… Alma… paz… ternura… carinho… saudade… choro… partilha… confiança… sentimento… e quem me conhece verdadeiramente sabe que esta minha lista de palavras que, por mais bonitas ou feias que sejam, nunca mais terminaria. E porque o Verdadeiro Amigo é muito mais do que tudo isto torna-se inútil e até mesmo fútil comparara-lo a certos ou determinados termos que hoje em dia demonstram dominar as atenções menos dominantes deste Mundo. Exemplos? … há muitos, mas a meu ver, o Dinheiro é o mais notável, ou não houvesse tanta luta pelo mesmo. É injusto, pois é, mas este é o nosso Mundo – o Mundo da reinação injusta e desculpem o termo… estúpida.
E agora pergunto… como pode uma palavra tão bela e inigualável como Amizade estar tão presente neste mesmo Mundo? Como é que Seres tão diferentes e que têm idealizações também elas distintas se integram no mesmo meio?
Amigos… este é o nosso Sempre Inútil Mundo… aquele que muitas vezes eu preferia não conhecer…
Penso importante, se não mesmo indispensável, reflectir sobre valores como Amizade, Amor, entre outros… mas sempre tendo como ponto de partida o sentimento, pois é precisamente esta capacidade de podermos sentir que nos permite referir ou até mesmo “divagar” sobre estes belos termos…
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Sofia Cunha
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segunda-feira, julho 17, 2006
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